“Quiero que mi mensaje sea universal. Nuestra TIERRA MADRE está enferma, está muy sufrida. No se necesita ser de aquí o de allá para saberlo. Los científicos lo dicen con la cabeza y con palabras muy bien hilvanadas, pero la MÚSICA habla con el CORAZÓN. Y yo quiero llegar al corazón de todos. Quiero que el mensaje sea UNIVERSAL para crear más amor hacia la Tierra”. Luzmila Carpio em declaração para o jornal La Razón, da Bolívia, no ano de 2013.

 
Como não amar essa diva da música latina? Desde a primeira vez que a ouvi – e isso não faz muito tempo, foi há cerca de dois anos – eu percebi que se tratava de uma diva. Suas músicas não são do estilo pop, mas são populares, são folclóricas, e deveriam trazer uma identificação com todo ser humano, já que se trata de assuntos sobre esse lugar em que vivemos: a Terra, os fenômenos da Natureza, o meio ambiente, os animais.
 
Luzmila Carpio é boliviana e faz um tremendo sucesso na Europa. Mora na França desde 1979 e foi embaixadora da Bolívia na França de 2006 a 2011. É uma artista tão completa que escreve, compõe e interpreta suas músicas. E elas, no geral, utilizam instrumentos andinos, são bastante experimentais e exóticas. Sua voz é incrível. Alcança tons inalcançáveis (risos), imita animais com muita veracidade e sua voz às vezes se confunde com os próprios instrumentos musicais, como a flauta, por exemplo. E o que acho mais bacana é que ela canta também em quéchua, uma das línguas oficiais da Bolívia (junto com o espanhol e o aimará).
 
O site oficial dela está traduzido para o francês, inglês e claro, para o espanhol. Fiquei me perguntando por que não há tradução para o português, já que o Brasil é vizinho de fronteira de seu país. Acho que a resposta está clara: os gringos dão mais valor a ela do que nós, que damos mais valor ao que está lá do outro do oceano ou um pouco acima da América Latina.
 
Na França, um crítico de música disse o seguinte: “Luzmila Carpio canta a história dos seus com uma voz incomparável, essa história de uma das civilizações mais antigas do mundo. Mas cuidado, não se equivoque, sua voz não é a de um folclore qualquer, é a da autenticidade”. Fiz tradução livre (espanhol para o português) do texto de Elías Blanco, um jornalista de cultura boliviano.
 
O álbum que disponibilizo abaixo chama-se “O canto da Terra e das Estrelas” e foi produzido em 2004 (não encontrei essa informação com exatidão, então desculpe-me se estiver errada). Os músicos e o arranjador das músicas desse álbum são todos franceses.

Tenho outros álbuns em meu computador e posso ir disponibilizando aqui no blog pra vocês!
 

Só peço que ouçam com a mente e o coração abertos. 

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