Gratidão 1 (e o que isso tem a ver com gentileza)

Sabe aquela ajuda desinteressada de alguém quando você está em uma pequena emergência? Aqueles momentos em que desconhecidos ou algum vizinho que você não tem muito contato fazem algo bacana por você? Por exemplo, alguém que encontra seu animal de estimação na rua, alguém que te dá lugar no banco de ônibus quando você estava a ponto de desmaiar, um vizinho que te ajuda a consertar algo em sua casa, enfim…Não que não podemos resolver sozinhos, mas há coisas em que a mão de uma outra pessoa faz uma diferença danada.

É disto que estou falando!

É disto que estou falando!

A vida é uma caixinha de surpresas e achar que damos conta de tudo sozinhos é uma grande bobagem. Você está num aperto, vem alguém que te dá uma mão e tudo se torna incrivelmente mais fácil. Aí você sente uma gratidão imensa, inexplicável, por uma coisa, aparentemente, tão simples. E pensa que jamais vai poder retribuir a essa pessoa. Eu penso que sim, podemos retribuir. Não a essa pessoa especificamente, mas fazendo gentilezas a outras pessoas. É como um ciclo de gratidão, uma corrente. Não é nada que vai tirar alguém de sua rotina e conforto, pense que você está apenas retribuindo aquele senhor que te avisou quando deixou cair 10 pila de sua carteira. É só ser gentil na hora em que precisa ser gentil. É disso que se fala, quando se fala: “gentileza gera gentileza”. Ser gentil é ser grato!

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Gratidão 2

Sentir gratidão é algo extremamente espiritual. Não precisa ter religião nenhuma. É um sentimento tão puro e simples que jamais nenhuma religião poderá ensinar. Ou se sente ou não se sente. Pode-se exercitar esse sentimento, é claro, mas não tem como ensinar alguém a sentir, se o próprio indivíduo não tem abertura para isso. Por isso que eu afirmo: ter gratidão é algo essencialmente espiritual, divino, uma atitude mental de muita luz.

Deve ser por isso que no dia a dia esse sentimento se perde, que esquecemos de senti-la, de agradecer sinceramente por algo. Nossas vidas passam, correm, e não reparamos quantos momentos bacanas já vivemos, quantas coisas foram conquistadas, quantas pessoas nos ajudaram em momentos difíceis, quanto a presença de uma determinada pessoa faz diferença em nossas vidas.

Dizer “muito obrigado” nem sempre é sentir gratidão. Ora, dizemos isso o tempo todo! Ás vezes, trata-se apenas de um bom costume. E o termo é ‘bom costume’ mesmo e não ‘educação’, porque educação não se trata apenas de dizer as ‘palavras mágicas’ na hora certa, simplesmente para ser gentil. Gratidão não é uma questão de moral ou de trato social, é um sentimento impossível de ser dissimulado, de ser inventado. Sequer tentamos demonstrar gratidão quando não a temos, no entanto, demonstramos espontaneamente quando sentimos. Diferente do sentimento de tristeza ou felicidade – independente do conceito que temos sobre isso – estamos sempre querendo dissimular e podemos, até certo ponto.

Sabe quando sentimos uma gratidão sincera por alguém capaz de torná-lo um tanto imaculado, um(a) herói (ina)? Isso já demonstra o tanto que esse sentimento é poderoso: o indivíduo pode ser um grande mau-caráter, sua mente pode julgá-lo por muitos motivos de ordem moral, mas sempre haverá esse porém que irá ‘salvá-lo’ de seus ‘pecados’.

O interessante é observar que tanto a psicologia, enquanto ciência, quanto a religião, enquanto doutrina, afirmam o bem-estar que a gratidão pode proporcionar na vida de um indivíduo. Esse sentimento tem o poder de nos colocar numa posição de simplicidade, de não sermos autossuficientes, de não vivermos numa ilha, que sim, precisamos uns dos outros. Porque é justamente no momento que se sente é que se ‘confessa’ internamente essa relação intersocial. Deve ser por isso que sentir gratidão é tão bom, uma posição de arrogância é desgastante, dá muito trabalho, rouba-nos muito a energia. A gratidão liberta.

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